DO NADO AO NADA



Desvia-te das teias

do destino pujante

que traga o ponto cego

do zero que anula o buraco negro.


Consome luz,

digere a vida e

vomita sangue.


Lhe ofereço o frasco

de veneno maltratado

que te mata e me assassina.

Lágrimas; composto físico da dor.


Angústia molhada

que transborda a banheira e me afoga

no raso, sou fraco.


Estou nu diante de ti,

mais bela de todas as amantes,

mais cruel, mais mortal, és tu, vida sem moral.

Perdidamente estou apaixonado por ti,

me aceite novamente, vida real.


The End

ROBERTO CRUZ